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Mídias e novas tendências

23 out

Em uma aula na pós-graduação, conversávamos sobre novas tendências da comunicação e como o crescimento da internet tem sido alarmante para os profissionais.

Se há 6 anos atrás um estudante de jornalismo não tinha a matéria “jornalismo online/digital” hoje nenhum formando consegue sucesso se não tiver passado por uma experiência acadêmica na área.

Em matéria publicada no yahoo notícias, Jack Dorsey, conhecido como o homem que criou o Twitter…. defende que “Com um limite de tamanho, as pessoas são mais espontâneas e instantâneas. A ideia é minimizar os pensamentos.” (click aqui para ler a íntegra do texto)

O premiado escritor José Saramago defende que “De degrau em degrau, vamos descendo até ao grunhido”.

E você o que acha? o crescimento das redes sociais X falta de tempo podem mesmo “minimizar o pensamento” como defende Dorsey?

Bom, é muito radical pensar em uma redução no hábito de ler, mas talvez essa nova geração que se cria entre orkut, facebook, twitter e afins… possa mesmo adquirir hábitos menos comuns de leitura… um tanto mais reduzida. E talvez o mercado literário também precise rever conceitos e fazer cada vez mais livros com estruturas menores e mais objetivas.

É a geração do imediatismo, onde tudo tem que ser pra ontem. Correm o tempo todo… mas estão com pressa de que? Eu particularmente não sei.

Vida de jornalista, é encarar a realidade de frente!

tempo

O DOADOR e os questionamentos da sociedade perfeita

4 out

Imagine um lugar perfeito? Onde todas as crianças com 12 anos completos já recebem a nomeação do que farão quando adultos. Imagine um lugar em que as pessoas não podem ofender-se, nem atrasar-se, e nem constranger uns aos outros?

Esse é o cenário em que vive o pequeno Jonas, personagem do livro que vendeu mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos. – O Doador – de Lois Lowry  (autora de sucessos como The Willoughbys, Number the Stars, entre outros).

O livro conta a história de Jonas que foi nomeado recebedor das memórias da comunidade em que vivia, e diante de tantas verdade que ninguém jamais sabia, ele começa a questionar os valores da sociedade milimetricamente perfeita que até então parecia certo.

Inicialmente cansativo, o livro torna-se fabuloso após a nomeação de Jonas como guardião. Interessante pensar que, inevitavelmente o leitor pode admirar a sociedade em que se passa a história de Jonas. Isto porque trata-se de uma civilização organizada e bem dividida, diferente do mundo em que vivemos, no entanto, basta que a própria personagem questione tudo o que lhe é imposto para que o leitor perceba que o mundo real é interessante exatamente por não ser perfeito.

Ótima leitura para quem gosta de discutir valores da sociedade, muito bom também para quem vê o mundo como um lugar ruim, pois de uma forma encantadora percebemos que se fossemos perfeitos talvez não teria tanta graça.

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Publicado no site www.revistaparadoxo.com.br

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