Atípico! Essa é a palavra que define o livro “Puta Merda!” do autor Jerome Vonk. A obra é uma mescla de livro-diário com pensamentos lúdicos e uma vontade enorme de fazer algo que preste.
Puta Merda é o que você pensa ao ler o livro, pois logo nas primeiras páginas o leitor torna-se parte da relação que o autor estabelece com seu cotidiano, e a partir daí podemos nos considerar co-autores de uma história de vida.
Sem dúvidas é um livro que te dá vontade de usar palavras de baixo nível para simbolizar momentos do dia-a-dia, mas é também uma ponte para o raciocínio.
Jerome Vonk é um executivo que vive uma relação de amor e ódio entre Rio e São Paulo.
O livro desenrola-se pouco a pouco entre as frustrações e os desabafos de Vonk que conta desde sua gratidão pelo que tem juntamente com a esposa até os acessos de fúria por sofrer lapsos de memória (É engraçado vê-lo descrever a cena em que sua memória o traiu, deixando-o de cuecas entre a escrivaninha e a cama sem conseguir lembrar o que deveria escrever).
Curioso é que temos a impressão de que o autor quebra paradigmas o tempo inteiro, principalmente porque passa metade do livro trocando os nomes das personagens por nomes fictícios e da metade para o fim ele revela essa troca passando a falar da família e dos amigos com os nomes reais.
Ao perceber as tentativas do autor de montar um final coerente, o leitor começa a sentir necessidade de ajudar de alguma forma e começa a coagir com as inúmeras tentativas de justificar um final diferente.
Jerome Vonk denomina-se no livro como “primo hétero de Ronie Von”. Já a biografia divulgada pela editora casa do Psicólogo exemplifica-o como “Um dos mais jovens membros da terceira e última invasão holandesa – a que veio para ficar – Jeroen Vonk aportou em Santos e foi criado em São Paulo”.

